domingo, 11 de janeiro de 2009

Scketchbook - YUPO TOZUKA - Brasil - período indeterminado

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Descobrí muito recentemente que o MESTRE YUPO,
colaborador importantíssimo desse blog é um grande
desenhista, além de ser um grande pesquisador
completista de música de diversos estilos diferentes
dando destaque ao mundo bizarro.

Ganhei vários scketches dele e achei que merecia
publicar, porque achei realmente lindos e cheios de
personalidade e talento.

Seu estilo é ácido, doentio e repleto de detalhes, muito
influênciado pelos mangás undergrounds da corrente
anti-Tezuka cheia de moral e bons mocinhos, o que não
significa que Tezuka não tenha feito muita coisa doentia
e bastante radical também, incluindo estórias de incesto
e tramas de conteúdo ultra pessimista.

Yupo é um grande fã da revista Garo de onde saíram autores radicais
como Takashi Nemoto, Hajime Yamano,
Kazuo Umezu e Suehiro Maruo.
Fora do Japão ele adora Harvey Kurtman da revista MAD e Victor Moscoso.
Grande colecionador desses autores e muitos outros,
Yupo poderia fácil ser consultor e tradutor de várias obras
primas que nunca foram publicadas no ocidente.
Sua coleção é uma verdadeira fábula negra.
As editoras brasileiras estão perdendo tempo em não contratá-lo
no sentido que esssa informação incrível chegasse ao público brasileiro.

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O Mestre já produziu muito em sua vida, inclusive HQs
de conteúdo bastante extremo.
Infelizmente um infortunio emocional o fez se livrar
de tudo numa grande fogueira.
Sem dúvida algo trágico para gente como nós e sem
a menor dúvida para ele...

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Esses desenhos já foram feitos à um certo tempo atrás.
Atualmente ele está investindo num novo trabalho.
Vamos aguardar sua nova produção com muita atenção.

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O desenho acima foi feito para ser um cartaz que divulgava
seu programa de rádio na USP sobre músicas e Culturas Bizarras.

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Acima, o Mestre exibindo seu original de Osamu Tezuka.

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Agora, trocando informações sobrenaturais com outro Mestre Lourenço Mutareli.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

VIRGIN COMICS | MBX - Estados Unidos - 2008


VIRGIN COMICS | MBX from paulo beto on Vimeo.

Teaser for the animated series by grant morrison
direction: guilherme marcondes

production company: perspective studios
project manager: melissa johnson
producer: danon hinty
motion capture supervisor: keith robinson
stunt coordinator: manny silverio
animation supervisor: rick fronek
3d artists: paul liaw, jonah friedman, robert dollase,
peter karnik, lee wolland
compositing: charles kline, ray lee, bryan cox,
travis blain
matte painter: alex ruiz
programming: keith pasko
music: paulo beto
sound design: david wilson

Bem, fim do ano passado fui convidado pelo amigo
Guilherme Marcondes http://guilherme.tv
para trabalhar nesse projeto incrível, baseado num
roteiro original do Grant Morrison (autor do asilo arkhan)
prum game...HQ...não sei dizer...juro.
É tipo um teaser na real para vender o lance todo.
O que interessa é que o teaser era pra ser apresentado
na COMIC CON 2008 em San Diego pruma audiência de 2000
fanáticos por quadrinhos e artistas também.
Entre eles estava o fantástico Stan Lee! Excelsior!!!!!!
Foi lindo fazer esse trampo de trilha.
Os clientes aprovaram de cara!
Valeu pelo convite, Gui!!!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

THE SILK RUSH - CISMA - Itália - 2005


THE SILK RUSH from paulo beto on Vimeo.

Direção: DENIS KAMIOKA
trilha sonora e sound design: PAULO BETO
Produção: estudio CISMA

Feito para um desfile da marca internacional DIESEL de roupas para ser
apresentado num desfile em 2005 em Berlin.

As 10 Mais Mais do Mundo Estranho de PB - Brasil - 2009

10mais

Quem me conhece sabe que eu curto umas coisas bizarras,
acho que quem já acompanha o blog já deu pra entender.
Mas não é que eu só acho graça, eu curto MESMO!
Espero que vocês se divirtam com essa minha seleção de ouro!
Meu critério principal é que são musicas que eu curto e tenho
em vinil.

Tracklist:

01 - Carnaval in Rio/Heino
Um clássico do samba alemão. Heino é muito famoso e popular na
alemanha por senhorinhas que curtem comer um bolinho com chá.

02 - Feira do Troca-troca/Candango do Ypê
A gente nunca sabe até que ponto as misérias humanas podem
chegar. Candango do Ypê é motivo para estudos sérios!

03 - Os Brutos Também Amam/Agnaldo Timóteo
Tá uma música romântica para curtir com o seu par numa boa!
"Minhas lágrimas reclamam! Elas dizem no meu pranto, que
os brutos também amam..." coisa linda

04 - Good Morning Starshine/Vincent Bell
Essa é para os meus amigos indies!
Grande guitarrista de lounge music!

05 - Remember/Yma Sumac
Nem todo mundo sabe que a grande cantora peruana descendente
de nobre incas gravou um disco de rock'n'roll produzida
pelo maestro Les Baxter! Imperdível!!!!!

06 - Musique/France Gall
Ela é minha cantora francesa favorita e eu adoro essa música, mesmo sendo
do início da fase de sua decadência! Fofura!

07 - Destino de Menino/Franquito
E essa canção composta por José Mojica Marins para trilha de seu filme
"Meu destino em tuas mãos" quando o filme ainda nem existia?
As vendas do disco eram pra arrecadar fundos para a produção do filme.
Isso foi antes de Zé do Caixão existir...
Mojica adorava esse cantor uruguaio que mais parece um castrati.

08 - Pra Frente Brasil/Miguel Gustavo
Eu fiz uma versão da letra muito bacana dessa música ufanista:
"noventa culhões em ação...
enfia no c•
sái uma secreção... e por aí vai...

09 - Breakthrough/Isaac Hayes
Super fonqui de primeiríssima do mestre!

10 - The Conqueror-In Hinding/Genesis
Comprei esse vinil recentemente e empolguei de colocar aquí!
Adoro essa fase Bee-Gees do Genesis...

11 - Soul Dracula/Dracula
AAAAH! Essa é uma pérola!
Agita qualquer festinha de terceira idade!
E depois, Dracula é Dracula, né?

13 - História da Menina Boazinha/Meire Pavão
Essa cantora pré-jovem guarda compôs essa canção que na verdade
deveria ser regravada pelo portishead.
Impressionante como o clima tem à ver com a banda!
Trip Hop puro pré-jovem guarda!!!!!
"Cuidado meninas, quase sempre o coração pode mais que
a razão!..."

E essas foram as minhas 10 mais mais...

http://www.mediafire.com/?mywlzzbtmwt

domingo, 4 de janeiro de 2009

anvil FX - DENSE MUSIC - BRASIL - 2009

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Senhoras e senhores, apresento meu novo trabalho.
Dense Music.
Quase que podíamos considerar como o oposto de Dance Music.
Desde que percebí que, para mim, correr atrás de tendências
se tornaria uma grande arapuca, comecei a mergulhar
na raíz do que eu realmente curto. Curto e grosso.

Fui formado na escola da precariedade, fazendo loops em
fitas cassete, usando sampler de 8 bits e sequênciando
AMIGA e MSX.

Meus heróis sempre foram o Kraftwerk, o Cabaret Voltaire (no início),
Throbbing Gristle, o Einstürzende Neubauten, XX Commeetée,
Test Dept, Laibach, Dive e esse tipo de coisa.
Aos poucos foram somando referências eruditas (porque
esse próprios artistas citados se influênciavam pelos eruditos)
como Stockhausen, Cage, Henry e Schaeffer etc...
Continuando a soma, os anos 90 me trouxeram o amor
incondicional pelos teclados analógicos e bandas como
ADD (N) TO X, Tipse, Sukia e foi quando descobrí maravilhas
como United States of America, Silver Apples, White Noise e Suicide.
Sem esquecer que tive uma forte onda WARP também...

Já os anos 2000 me aproximaram mais do passado num
forte aprofundamento na Psicodelia e em artistas
mais obscuros (não necessáriamente eruditos) do período
pioneiro da música eletrônica, como Bruce Haack, Raymond Scott,
Delia Darbyshire (minha ídola superma), Roger Roger e outros tantos...

Outra influência pra mim muito marcante foi a escola do KRAUTROCK,
onde bandas como Can, Neu!, Faust, Harmonia, La Dusseldorf e
de novo o seminal Kraftwerk me ensinaram o poder da música repetitiva.
O mantra-rock munido das colagens e dos ruídos eletrônicos
analógicos que provocam a deliciosa ansiedade do "homem squizóide do
século XXI". O equilíbrio dinâmico da doçura com o ruído extremo.

E sobre a repetição, outro artista que me marcou muito à pocos meses atrás
foi Gavin Bryars com sua espetacular: Jesus' Blood Never Failed Me Yet.
Incrível como os movimentos circulares que o pensamento é provocado
à fazer, ao contrário de te manter preso num ponto, te desloca
numa fascinante espiral que te eleva a um estado de comunicação mais
sensível com o que de interno e externo em nossos pensamentos.
Acredito que tanto para quem toca como para quem ouve, tudo começa
com a sensação desabradável da repetição até que rola aquele "click"
que te põe na sintonia. No fundo o objetivo seja mesmo esse,
a sintonia...

Juntando tudo isso que eu citei e buscando um aperfeiçoamento na
arte da simulação de minha época de falta de recursos técnicos,
tento ser o mais tosco possível, porque de fato, ainda existe um pedaço
que eu gosto muito de mim do dia que ouví música eletronica
pela primeira vez nos anos 70.

Usei pra fazer dois laptops Apple com Pro-Tools, Reason e Reaktor.
Uma série de plug-ins inclusive os da GRM.
Baixo e o meu maravilhoso MINIMOOG que tanto amo!

Esse disco tem a participação especial de Rodrigo Silver Machine na
faixa "punk hyppie lesado e sujo" tocando baixo com Fuzz.

A arte da capa é de minha adorada Adriana Peliano.
http://adrianapeliano.blogspot.com/

frentedensedois

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Tracklist:

01 - dinger
02 - jazzz
03 - glens fall
04 - tribo invisível
05 - efeitos das drogas pesadas
06 - punk hyppie lesado e sujo
07 - happy new end

http://www.mediafire.com/?wnz0rtyyj1l

sábado, 3 de janeiro de 2009

O INCRÍVEL STEVE JONES - Brasil - 1987

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Hoje em dia é tão comum as pessoas fazerem qualquer merda
e publicarem em revistas impressas e na internet...
Também entrei nessa onda!
Publico aquí uma HQ que produzí no final dos anos 80 só por
curtição e também porque eu me amarro na linguagem!

Minhas maiores frustrações é não ter me tornado quadrinista
e não ser dono de um estúdio de tatuagem chamado "JECA TATOO".

Muito antes da era do computador, fiz com caneta, tesoura, cola
e um monte de revistas velhas que incluíram fotonovelas e
revista som 3 essa colagem inspirada nos quadrinhos nacionais
do Zé do Caixão que misturam desenhos com colagens de fotos dele.

O resultado ficou uma merda, mas eu adoro essa bomba!
Acho que tem tudo à ver com meu blog.
Rafael Grampá que me aguarde, vou derrubar o seu trono, hahahahaha

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THURSTON MOORE - ROOT - UK - 90's

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Fala ae, você já conhece THURSTON MOORE!
O guitarrista e vocalista do grupo americano Sonic Youth
que deu dignidade à produção de rock experimental e pop
nos Estados Unidos nos anos 90.
Ganhei do MESTRE YUPO uma cópia desse cd e resolví dividí-lo
com vocês.
É material desse gênio remixado, reprocessado, recriado, re re re...
Aí está toda a arte do cd, mas o Mestre disse que existe uma
versão ainda mais caprichada tanto pra vinil quanto pra cd,
com muito mais material gráfico, mas que o conteúdo sonoro
é o mesmo. Ouve ae, nêgo!

TMback

http://www.sendspace.com/file/oiv4f2

Ray Manzarek - Carmina Burana - Inglaterra - 1983

cover

Para as pessoas não acharem que eu me levo a sério demais,
aquí vai um post de arrepiar os cabelos!
Ray Manzarek, ex-tecladista do cultuado grupo "THE DOORS",
achou que a obra mais popular do magnífico compositor
Carl Orff merecia uma versão em rítimo de discoteca...

O que dizer sobre isso?...

Vamos dar um desconto porque ele é descendente de polonês,
uma das povos mais legais do planeta.

Pior, sabe que foi um dos produtores dessa baixaria?
Phillip Glass!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Hahahahahaha

O ser humano sempre nos surpreende...

Mas sabe que eu gosto do disco?
Tenho minha cópiazinha em vinil original da época
em perfeitíssimo estado que foi de onde tirei
o audio aquí postado.
Mais recentemente grupos como LAIBACH já tiveram
ideias parecidas.
Os arranjos do Ray até dão pro gasto no quesito
sintetizadores fritantes!!!!

Em matéria de comédia, o que ganha mesmo é o
crédito da capa, feita por um tal de
Hieronymus Beach.

Gente eu não estou inventando.
Tá escrito isso mesmo no encarte!!!!

Apreciem essa maravilha da bizarrice, porque vc
está sintonizado do MUNDO ESTRANHO DE PB.

Tracklist:

Destiny: Ruler of the World
a. The Wheel of Fortune (O Fortuna)
b. The Wounds of Fate (Fortune Plango)
A2
Springtime
a. The Face of Spring (Veris Leta Facies)
b. Sunrise (Omnia Sol Temperat)
c. Welcome (Ecce Gratum)
d. The Dance (Tanz)
e. Sweetest Boy (Dulcissime)
f. If the Whole World Was Mine (Were Diu Werlt)
B1
In the Tavern
a. Boiling Rage (Estuans Interius)
b. The Roasted Swan (Olim Lacus)
c. In the Tavern (In Taberna)
B2
The Court of Love
a. Love Flies Everywhere (Amor Volat)
b. A Young Girl (Stetit Puella)
c. Come, My Beauty (Veni Vini Venias)
d. The Lovers (Blanziflor et Helena)
B3
Destiny: Ruler of the World
The Wheel of Fortune (O Fortuna)

http://www.mediafire.com/?tqzdzojjbay

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

CARL ORFF - DE TEMPORUM FINE COMOEDIA - Alemanha - 1974

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Mais uma obra prima que encontrei no sebo em Juiz de Fora.
E esse me custou só 5 reais!!!! Isso mesmo, 5 reais!!!!!
Mas esse não é só mais um disco muito foda que eu comprei.

Procuro esse disco por mais ou menos 20 anos na minha vida!

Essa obra já influenciou vários trabalhos que já fiz, tanto de
vídeo como de música.
Quem me apresentou à essa maravilha foi meu amigo
Ricardo Corrêa de Juiz de Fora.
Ele já era um fã de carteirinha!

Talvez a Ópera mais radical já escrita na nossa civilização.
Sua magnitude é tão intensa quanto séria como expressão cultural.
Na minha opinião é a obra máxima de Carl Orff.

intro

Para ajudar-los à entender sua importância, seu roteiro e
sua descomunal montagem, trancrevo aquí exatamente o texto
de sua contra-capa.
É longo, mas é lindíssimo, não deixe de ler!

1º Cena

Esta peça sobre o fim dos tempos é chamada "A Vigília".
Começa com as lamentações das 9 sibilas.
Usando cantos asiáticos e melodias expressivas
baseadas em escalas gregas, elas descrevem os
terrores do julgamento do mundo. A encenação de
Saltzburgo dispensa cenário antiquado, evitando oáculos
píticos e imagens históricas concretas. Foi escolhida
uma árvore para pouso das corujas que reconhecem
plenamente o fato de que o egoísmo é a fonte de todo
o mal, e que a ânsia de possessão é a arma da guerra.
Esta árvore é tão misteriosa quanto as profecias das
Sibilas , tão romantica quanto sua linguagem simbólica
e tão funéria quanto sua história. As três primeiras
sibilas formam o tronco da árvore da vida.
Sobre seua galhos pousam as irmãs de cabelos
compridos que gemem seus lamentos pela humanidade,
condenada sem esperança de redenção.
A sorte dos últimos seres humanos será tão terrível que,
frente a ela, a morte seria desejável.

2º Cena

A arvore se desintegra, as sibilas pairam próximo a
terra e falam dos acontecimentos deste mundo quando
não mais existirmos. Orff rejeita essa visão pessimista
do fim das coisas. Recusa-se a acreditar em um Deus
que nos ameaça com julgamento e punição eterna.
Ele acredita que Deus não é um temível demônio mas
um Deus de amor e consolação.
Seu lema: "Omnium rerum finis erit victiorum abolitio" -
o fim de todas as coisas será o esquecimento de toda
culpa, palavras de Origen, um dos pais da igreja.
Seu ensinamento revela o drama cósmico dos seres
espirituais criados por Deus e por Ele dotados de razão.
O drama começou no Céu antes do começo dos tempos,
quando esses seres se rebelaram contra seu criador.
Deus os puniu dando a cada qual haveres materiais
em proporção da extensão de sua culpa individual.
Origen considerou o assunto como a base do
esfriamento do amor. Assim o mundo começou a
existir como consequência do pecado.
Enquanto punia pela imposição das coisas materiais,
porém, Deus pretendeu também permitir um caminho
para a redenção e o esclarecimento. Segundo
Origen, o meio radical para a salvação é

2º e 3º Cenas

a destruição do mundo, de modo que todas as coisas
possam reverter ao estado primordial. Todas as
criaturas dotadas de razão de novo se tornarão iguais,
misturando espírito e matéria. As sibilas flutuam
agora como satélites sobre a nossa terra, que brilha
como uma linda bola de luz sobre os astronautas
sibilinos. Elas descrevem a noite que "abraçará
igualmente pobres e ricos", e em que a vontade justa
será salva e os sem Deus perecerão. "Todos os elementos
básicos do universo desaperecerão: ar e terra e mar, e a luz
do fogo incandescente; e a abóboda dos céus e a noite,
os dias todos se fundirão em um, envolvidos na mais
profunda escuridão. Tudo então se fundirá e novamente
será separado através da purificação"
Em grande gritos desaparececem deste mundo estas figuras
do mal. que representam nossos temores mais básicos
e são vozes de nossa insegurança existencial.
Ibunt, ibunt, ibunt, impii in gehennam,
FOGO ETERNO NOS ESPERA - ignis eterni!

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4º Cena

Os anacoretas respondem com um veemente "Não" à
ameaça do fogo eterno.
Os acetas eremitas do deserto, eruditos dedicados
à lamentação, chamam a ameaça de mentira e descepção,
uma história infantil. Eles, os esclarecidos, rejeitam com
sorrisos a religiosidade fundada na repressão, no medo e
no terror. Foi-lhes dada uma formação claramente matemática:
um grande telescópio, uma tela de radar que capta amor
não adulterado. Esses calvos mestres , penitentes do deserto
de início se exprimem na música de maneira puramente verbal.
A única música dessa seção é a quinta vazia sobre o dó
quando os anacoretas expressam sua esperança.
"Unus solus deus ab aeterno in aeternum"
Ouvimos essa quinta novamente um pouco depois, quando
os meninos se juntam à música com seu otimista "Esaei"
(Para sempre). Para os anacoretas é impossível que uma
criatura possa ser eternamente condenada. eles não
consideram nem mesmo Satã punido por toda a eternidade.
O diabo ronda e desvia muitos, mas isso foi pretendido ou
permitido por Deus Todo-Poderoso porque "Nihil contra
deum, nisi deus ipse". Eles contradizem a afirmação das
sibilas de que todo erro deve ser expiado no fogo do inferno
depois dos tempos, no futuro. Enfatizam que a expiação ocorre
"hic et nunc", em nosso tempo. Estes sábios ignoram, porém,
o que virá no fim dos tempos.; eles também não tem resposta
para o nosso objetivo, o nosso propósito último.

4º / 5º Cena

Eles, os lógicos, devem pedir um pedir um sonho que nos revele
qual será o nosso fim.
Esses gnósticos buscam um rico sono em sonhos, a fim de
aprender como agnósticos como será o fim dos tempos.
No acorde de cinco vozes de uma reiterada invocação do
sonho divino dos hinos órficos, percebemos a impotência do
que é puramente analítico e o poder da imaginação.
"Deus nos manda profecia,
Predição,
Revelação de um sonho.
Deus nos manda esse sonho"
E o divino sonho alado envia-lhes o ansiado sonho.

6º Cena

O sonho dos anacoretas do fim dos tempos torna-se-nos
visível: os últimos seres humanos saem dos buracos.
A catástrofe no fim das idades ocorreu, o sol foi destruído.
Contudo, Carl Orff não deu a esta última sessão de sua
Comoedia o nome de Dies Irae, as palavras com que
começa a sequência, mas Dies Illa, o dia em que os seres
humanos são confrontados com o destino de que diariamente
se aproxima em seus pensamentos.
Como são os "últimos seres humanos"?
Não são mais do que cabeças, orgãos reprodutores, nada
além de automatos?
Terá o produtor de criar um conceito de ficção científica?
Na nossa apresentação eles vêm como formigas negras e
perderam suas faces.
Estão perdidos, abandonados, e todos os caminhos levam
a nada. Estes últimos dos últimos rodam em círculos pelo
globo vazio. "Foram enganados pela morte e estão profundamente
perturbados por não terem sido preparados para o fim
que os espera".

7º Cena

"Parati non sumus". A música se torna exasperada ante o
grito das massas que perderam seus haveres e se lançam contra
um céu vazio sobre uma terra vazia. O sonho dos anacoretas
é muito semelhante ao pesadelo da humanidade e ao que as
sibilas profetizaram. Os últimos seres humanos perdem o chão
sob seus pés e não podem se sustentar: "Estamos caindo, caindo,
caindo, caindo pra fora do tempo no fim dos tempos."
O carrossel da terra gira erraticamente e lança seus passageiros,
já que não podem nela se agarrar, ao negro vácuo.
Nada sobreviveu, nada permanece, "nihil restat", além do momento
imediato que, por isso, eles resolvem aproveitar ao máximo.
Essas pessoas sem caras só podem expressar o que quer que seja
com máscaras - uma mascara mostrando uma cara alegre,
outra um grito de horror. Sem máscaras não são pessoas
os últimos seres humanos.

8º Cena

Estes últimos seres chamam, imploram, pedem, gritam por piedade
na noite gélida. Gemem um Kyrie para o céu, que já não responde.
Aguardam ansiosamente uma resposta e esperam o julgamento
do Poderoso.
Querem que ele, com sua força, acabe com o terror que sentem,
mas o céu se desintegrou e o homem está só.
Já não pode haver díalogo, o homem não recebe palavra nem
veredito, ou sentenca.
A Criação estea silenciosa. Deus recusa-se a responder.
O homem se aflige com o mais profundo horror: "Angor, timor,
horror, ac pavor, invadit omnes". Mas Lucifer, que certa vez foi
nos enviado por Deus para nos dar a luz, o portador de luz
cujo reino se tornou o lugar da escuridão porque ele pretendeu
ser Deus, este responde.

9º Cena

Surgem as chamas de Tártaro. As pessoas se aterrorizam,
acreditando que as portas do inferno estão por se abrir.
Alarmados, não pensam no propósito de purificação pelo fogo.
Dissolverei tudo e separarei tudo para a purificação",
haviam proclamado as sibilas como sendo a palavra de Deus.
O chefe do coro tenta sublevar o povo com palavras dos
Carmina Burana, mas ele também é vencido pelo terror quando
vê o olho que nos vigia. Não é o olho trino da Divindade, mas

OCULUS
ASPICIT UNOS
TENEBRARIUS
TENEBRIS

O OLHO NEGRO NOS CONTEMPLA COM A ESCURIDÃO.

lucifer-1

10º Cena

O olho é despedaçado e o "atributo corporal" é projetado
para frente como sob o impulso de uma catapulta.
O inacreditável acontece: Lúcifer confessa três vezes
"Pater peccavi". Em seguida à sua confição, os trompetes
proclamam a quinta sobre o dó.
Embora todos os outros seres não tenham face, Lúcifer,
portanto os emblemas de bestas que conhecemos do Apocalipse,
é a única criatura que não perdeu seu rosto.
A instrução de Orff dada ao cenário é a seguinte:
"Um raio de luz ilumina a máscara, que cái e revela uma face suave,
o casaco e as garras caem, retira o capacete e o cabelo se
espalha em ondas vermelhas. Ele é de novo o Lúcifer de
antigamente." Os seres humanos jea não tem faces moldadas
segundo a imagem de Deus, mas essa imagem foi preservada
por Lúcifer. Ele começa o Restitutio que põe ordem de novo
à existência. A voz da terra, vox mundana, proclama
a partida para uma nova região.
Venio ad Te, Tu paraclitus est sum finis e as vozes celestiais
voces caelestes, proclamam a nova união do espírito
e da matéria.

11º Cena

A destruição, a dissolução do mundo é o meio radical de
salvação, para para que possibilite um retorno ao estado
primordial. Essa condição é puro espírito. Mas como deve ser
representado o puro espírito? Orff sugere luz sempre crescente,
mas mesmo as mais poderosas fontes de poder não seriam
capazes de produzir efeito suficientemente radiante.
Nós de novo mostramos o homem em sua sectio aurea,
mostramos como ele é transformado numa figura matemática,
e como isso por sua vez se dissolve na luz.
Luz que concentricamente enche o disco elevado do palco.
Uma nova manhã encerra a vigília e tudo recomeça.
Na seção conclusiva da música as violas tocam notam de igual
valor, indicando que o estado primordial foi restaurado.
Orff quis que Deus fosse visto não como um vingador
mesquinho, fosse visto como um Deus que não percegue
o culpado além dos nossos tempos mas nos permite
livrar-nos dos erros em nossos próprios dias.

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Essa ópera utiliza uma incrível não usual
combinação de instrumentos:
• 6 flautas;
• 3 clarinetes em Eb
• 3 clarinetes em Bb
• 1 clarone
• 6 trompas em F
• 8 trumpets em C
• 6 trombones
• 3 harpas
• 3 pianos com dois pianistas cada
• 1 orgão eletrônico
• 1 tuba
• 4 violas da gamba
• 8 contrabaixos
• uma enorme seção de percussão (100 instrumentos ao todo
para uma média de 25 à 30 músicos) que inclui:
• 2 caixas
• 6 pandeiros
• 3 tambores tenores
• 2 tambores baixo
• 3 darabukkas (alto, tenor e baixo)
• 3 tom-toms
• 6 congas
• 1 conga baixo
• 4 "timpanettis" sem recurso de afinação;
• 5 timpanos (3 com pratos)
• 5 crotales
• 5 pratos suspensos
• 1 par de pratos crash
• 3 copper tam-tams (40-60 centímetros de diâmetros)
• 2 tam-tams grandes
• 1 gongo afinado no baixo em C
• 1 dobaci (tipo de sino japonês) afinado em C sustenido
• 5 sinos de bronze afinados com intervalos de semitom
• 2 set de sinos tubulares
• 1 triangulo
• 1 reco-reco
• 1 whip
• 1 par de maracas
• 6 castanholas
• 1 hyoshigi
• 1 angklung
• 3 wood bells
• 5 wood blocks
• 2 matracas (uma simples e outra dupla)
• 3 matracas de igreja grandes
• 4 copos com água
• 2 glockenspiels
• 1 lithophone
• 1 metalophone
• 3 xylophones
• 2 marimbas

Gravações em fíta magnética podem ser ouvidas
em 4 momentos distintos da ópera, em especial
no momento da aparição de Lúcifer.
Esses momentos são reforçados ao vivo por:
- orgão
- marimba
- crotales
- timpanos
- solos de tenor e contralto
- um grande coro emitindo um grito bem alto
composto pela seção de tenores, duplo coro de sopranos
e altos e um coro de crianças soprano.

Gravações em fíta magnética podem ser ouvidas
em 4 momentos distintos da ópera, em especial
no momento da aparição de Lúcifer.
Esses momentos são reforçados ao vivo por:
- um orgão de igreja
- marimba
- crotales
- timpanos
- solos de tenor e contralto
- um grande coro emitindo um grito bem alto
composto pela seção de tenores, duplo coro de sopranos
e altos e um coro de crianças soprano.

De temporum fine comoedia

Acima a versão sem graça do lançamento em cd.

CARL ORFF
(1895 - 1982)

DE TEMPORUM FINE COMOEDIA
® 1974 Polydor International GmbH, Hamburg

Tracklist:
1 - 5 - I. AS SIBILAS
6 - 11 - II.OS ANACORETAS
12 - 18 - III. "DIES ILLA" - OS ÚLTIMOS HOMENS

http://www.mediafire.com/?ejwm2mmqcg4

Orquestra Sinfônica da Rádio de Colônia
Regente Herbert Von Karajan

A única referência que encontrei à essa obra no
youtube é falando sobre uma montagem moderna
na Rússia. Vale à pena conferir.
Pena que quase não se ouve a música:

JACQUES LEJEUNE - FANTASMES Ou L'Histoire De Blanche-Neige - França - 1975

fantasmes-front

Quem me conhece pode imaginar a minha felicidade
quando me ví de frente com uma cópia dessa pérola
em vinil num sebo em minha cidade natal Juiz de Fora.
A capa da frente com essa ilustração maravilhosa em nankim,
o título da obra, também tudo à ver, mas caí pra trás mesmo
quando ví a contra-capa...

fantasmes-back

Meu Deus!!!!!!
Na hora pensei: é um disco de música eletrônica erudita,
do jeito que eu gosto!
Ví que era francês e do início dos anos 70...
melhor impossível!
Mesmo assim, sem poder ouvir, levei pra casa e fiquei
aguardando o momento de voltar pra São Paulo e conferir
do que se tratava.
Enfim, dia 30 de dezembro, em companhia de meu mestre
Yupo, que me fazia uma visita para trazer mais de suas
absurdas pérolas que engrandessem esse blog,
resolvemos ouvir enfim o disco cuja nossa referência era zero.

E mais uma grande surpresa me foi presenteada!
Era uma obra prima!
Começa com uma citação de música tradicional lembrando
um estilo medieval onde sutilmente as melodias e os instrumentos
demonstram manipulação eletrônica, com edições e filtragens.

Em seguida sutis frequências eletrônicas são combinadas
com harmonia tradicional e cantos de pássaros.
É o nascimento de Branca de Neve!

Soa bonito, mas será que só vai ficar nisso.
De cara deu à entender uma certa linguagem popular, tipo
música contando uma estória.

Parecia algo muito bacana do início de carreira do Jean-Michael
Jarré (antes de Oxigene, tá?) e isso já era suficientemente
bacana pra eu adorar o disco.

De repente a música foi ficando mais e mais estranha e as referências
de música tradicional foram como se desmanchando.
Eu e o Yupo só comentando: "Noooossa, interessante...!"

Uma deliciosa mistura de timbres acústicos reprocessados
com frequências totalmente sintéticas alcançando alturas e texturas
extremas vão tomando conta.

Delírio total!!!!!

Yupo chega à dizer: "Esse disco é muito bom mesmo! "
Na hora me vem à cabeça:
"Como isso foi parar num sebo em Juiz de Fora?"
A realidade é que minha cidade natal já foi um importante pólo
cultural e hoje, mais timidamente ainda é com muito menos
iniciativas.
Bem, afinal, não foi em São Paulo que eu aprendí à amar
esse tipo de música...

fantasmes-inside

Mais tarde, lendo com calma o encarte do disco descobrí que
é uma trilha sonora para um balé com o mesmo nome do LP,
para uma companhia dirigida por Joseph Russillo e que a obra
era uma realização do Groupe Recherches Musicales de L'Istitute
National de L'Audiovisuel, o tão famoso GRM.

Jacques Lejeune nasceu em 1940 em Talence.
Sua formação é autodidata mas posteriormente chegou a estudar
na Schola Cantorum.
Estudou com Daniel Lesur, Pierre Schaeffer e Francis Bayle.
Já nessa época tinha experiência de 10 anos em trabalhar com o
GRM pesquisando improvisação
e associação instintiva entre som e imagem.
Mal sabia eu que se tratava de um grande nome da musica
eletroacustica francesa, tipo um dos feras!
É ótimo quando a gente não sabe tudo!

Esse trabalho ele descreve como sendo um diálogo com o
coreógrafo Joseph Russillo de interação de linguagens, e que o
LP, lógico, seria apenas uma versão auditiva do trabalho, mas que
mesmo assim, possui um grande poder descritivo.
As composições são como 14 ambientes sonoros preparados
para contar a tal "História de Branca de Neve", que parece
ser um interpretação livre da que conhecemos.

O por que do nome "FANTASMES"?

Segundo o amigo Mario Sader, ex-colega de trabalho, Fantasmes
não tem nada à ver com Fantasmas e sim com Fantasia... tendendo mais
para o sentido de "Fantasia Sexual"...
Puxa...vivendo e aprendendo.
Valeu Mario!!!!!

tracklist:

01 - Il était une fois : fanfare pour un prologue
02 - Naissance de Blanche-Neige
03 - Déploration de la mère de Blanche-Neige
04 - Rêverie de Blance-Neige
05 - Entrée et danse de la nouvele reine - Eloigment de
Blanche-Neige par la reine
06 - Danse du miroir
07 - Traversée de la forêt par le chasseur et Blanche-Neige
08 - Solitude de Blanche-Neige dans la forêt nocturne
09 - Danse des nains devant Blanche-Neige endormie
10 - Apparition de la reine déguisée
11 - Défilé funèbre des nains
12 - Arrivée du prince et éveil de Blanche-Neige à la vie
13 - Marche de la reine au supplice
14 - Final à la cour du prince

http://www.mediafire.com/?zzg2jyd4ywm

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Os Bossinhas - Brasil - 1966

bossinhasfront

Estes são os Chipmunks da Bossa Nova!
O que são Chipmunks?
São personagens criados baseados em pequenos mamíferos
ou em animaizinhos fofinhos e pequeninos cujo efeito sonoro na
voz de seus dubladores ou interpretes é produzido por efeito
de pitch (uma afinação do som que funciona tanto pra deixar a voz
acelerada e aguda, ou para transforma-la numa coisa lenta e monstruosa).
Claro que esse recurso é uma coisa básica para uma série de outras
coisas na música e nos efeitos sonoros desde o desenvolvimento da
música concreta em meados dos anos 40.
Alguns palhaços, se divertindo com o efeito chipmunk na voz
criaram para crianças personagens se valendo desse recurso.
Tico e Teco da Disney é o exemplo mais comum, mas houveram
vários... os 3 Patinhos também é outro bom exemplo, quem
se lembra?
Numa época que esse efeito não era tão óbvio, e quando não era
comum para qualquer pivete fazer isso em casa, esse tipo de piada
agradava todas as gerações.
Digamos que é uma herança cômica deixada pelo ilustríssimo senhor
Pierre Schaeffer...

Aquí, os Bossinhas (pra não dizer: os bostinhas), entraram nessa
onda obviamente com objetivos humorísticos.

eu só queria ouvir a cara do João Gilberto ouvindo isso...rs


bossinhasback

Tracklist:

01 - desafinado
02 - o pato

yupo-stamp
Post com a colaboração do Mestre Yupo

http://www.mediafire.com/?nijyzttn3zw

Gang 90 e as Absurdetes - Perdidos na Selva - Brasil - 1981

gang90front

gang90back

Para completar o ciclo New Wave brasileira do início dos anos 80
não poderíamos deixar de citar a Gang 90.
Banda liderada pelo visionário Julio Barroso, foi amplamente recebida
pela mídia e pelo público.
Talvez seja a coisa mais popular que vá figurar aquí no meu blog
mas faço isso como uma homenágem.
Principalmente por causa da versão bizarra de "Christine" do grupo
inglês "Siouxsie and the Banshees", aquí nomeada de "Lilik Lamê" (?)...
Talvez uma piada interna... talvez uma piada da época... vai saber...

Tracklist:

01 - Perdidos na Selva
02 - Lilik Lamê

http://www.mediafire.com/?qimzwy2w2mn

Azul 29 - compactos - 1983/84 - São Paulo - Brasil

azul29front02

azul29back02

Hoje, com certeza você poderá dizer: "como a tal da New Wave no Brasil era ridícula",
mas tá aquí uma banda que se levava à sério pra caraaaaaammmmmmbaaaaaa!!!!!
Talvez por isso eles hoje soem como os mais bizarros e patetas.

Totalmente antenados com a cena inglesa e européia, se auto consideravam
especialistas supremos da modernidade.
Eram do tipo que gostavam de colecionar e ter os discos mais descolados do momento.
Mas não apenas pra curtir, mas para ter o poder!

Pense numa época em que não era nada fácil conseguir discos undergrounds, ou mesmo
revistas dos gringos...
Quem conseguia isso não estava nem um pouco afim de dividir amplamente
como fazemos hoje com a internet.

Mas ser muquirana nos anos 80 era muito comum.

Eu mesmo já experimentei essa sensação.

Ter acesso à esse tipo de informação te fazia uma pessoa poderosa porque
você podia usar aquilo tudo como forma de se dar bem.

Exemplos:
a) garotas (era a prova física de que vc era um cara interessante, mesmo sendo
um nerd horroroso);

b) centro das atenções (ter esse material te fazia ser um cara muito popular nas turmas e
logo respeitado entre os colegas. atraía gente bacana ao seu lado);

c) poderia usar esses conhecimentos para encrementar a sua banda (no caso de
você ser músico);

d) isso já te dava um caminho na vida: ser jornalista formador de opinião.
Dessa forma você seria muito paparicado, pelos artistas
ganharia muitos discos das gravadoras,
e seria muitas vezes mais importante que os próprios artistas...

Esses eram os anos 80...

azul29front01

azul29back01

Mas não me entendam mal, eu acho a banda muito boa.
O Azul 29 foi uma das bandas que conseguiu, por influência
da eferfecência cultural estrangeira, a fazer um som pop com qualidade
para as pistas de dança da época.
Era uma nova época na música brasileira que tentava se equiparar ao
cenário internacional, cada vez com menos sotaque brazuca!

A famosa "era digital" anulava todas as características étinicas dos povos
onde o resultado era toda uma humanidade robotizada "pensado em chips"!

E lá estava nas cabeças o produtor e engenheiro de som Pena Schmidt.
Tava sempre na vanguarda, mas era esperto. Não havia ingenuidade nos seus atos.

Entre os dois compactos nota-se uma clara diferença, o segundo é mais
eletrônico e as canções são mais limpas e diretas.
Talvez por essas características, a banda se apresentou bastante na tv.
Eles estavam indo bem polidos na onda moderna digital da época, e eram freaks
suficientes para dar audiência (que é a coisa mais importante num canal de tv).

Um capítulo à parte era o jeito de cantar do vocalista Thomas...
mas isso parece que foi uma doença da época.
ainda não entendí de onde isso vêio.
Uma busca por um novo jeito de cantar, ou uma imitação mal feita
de artistas gringos...?

Agora, pra rachar mesmo o bico de tanto rir, assistam esse video em duas
partes sobre a banda e a época e digam se eu estou exagerando.





Tracklist:
1983
01 - metrópole
02 - olhar

1984
01 - video-game
02 - o teu nome em neon

http://www.mediafire.com/?wzq4zzjyvzn
 
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