sábado, 17 de outubro de 2009

Palhaço Carequinha - O Baile do Carequinha - Brasil - 1968

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Fudeu! Ligaram o Palhaço Carequinha no pedal Fuzz!!!!!
Acompanhado pela banda beat: OS FALCÕES REAIS da cidade de BARRA MANSA,
Carequinha é o mesmo de sempre, amigo da garotada e boa praça da ditadura.
A diferença desse disco é que ele estava na moda, ou seja, no ritmo do Yê-yê-yê.
Procurei esse disco por muito tempo. Pra mim era só uma lenda.
Mas ele existe mesmo e é bom pra caramba.
Alguns velhos sucessos do Palhaço e mais novas canções e interpretações.
A cereja do bolo é a última faixa "The Millonaire" com um arranjo que lembra
bandas como The Ventures e é totalmente instrumental.
Com certeza um agrado pra banda.
Aliás, esta banda chegou à acompanha-lo nesse período em seu programa de TV.
Agora, algo que realmente me intriga é o segundo integrante da esquerda para a
direita. Afinal, o que ele toca na banda?
Todos os outros estão posando em suas funções de forma bem clara, mas, e ele?
Será que dançava? Será que era o vocalista quando não tinha o Palhaço?
O coro infantil é formado por 8 crianças do "Pequenos Cantores da Guanabara",
com certeza um grupo coral da época.
Bem, pra quem preferir, chupem uma droga, coloquem o Carequinha no ipod e
saiam viajando na onda do Palhaço!
Podis crê, bicho!!!!!!

tracklist:
01 - dó-ré-mi
02 - tenta tatá
03 - eu vou cavando a mina
04 - gosto das crianças
05 - Lili (Hi-Lili, Hi -Lo)
06 - linda garotinha
07 - saudação a portugal
08 - a lâmpada de aladim
09 - o elefante e a formiguinha
10 - atrás de uma bola - essa faixa deu uma agarradinha. mil perdões.
11 - neném
12 - cavalinho branco
13 - the millionaire

baixe aqui

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

MAKI NOMIYA - Onna Tomodachi - Japan - 1981

front

Mais uma vez Mestre Yupo nos brinda com mais uma pérola.
O primeiro compacto da carreira de MAKI NOMIYA, mais conhecida
no brasil como "a cantora do Pizzicato Five".
Mas não foi aí que sua carreira como cantora começou.
No final dos anos 70 mudando pra 80, ela e a maravilhosa JUN TOGAWA
eram como grupies da banda Moonriders cujo lider era KEIICHI SUZUKI.
Mais tarde tornaram-se backing vocals do grupo HALMENS que tinha como integrante
KOJI UENO que posteriormente fundou o GUERNICA.
Ambas garotas seguiram sua carreira solo.
Maki saiu à frente com este compacto e logo em seguida com seu álbum
"Pink no Kokoro" que acabou não emplacando sucesso.
Em contra partida sua amiga Jun ficou famosa mais cedo como vocalista do
grupo GUERNICA.

back

Anos mais tarde Maki Nomiya, que trabalhava como backing de estúdio
foi ser a 4º vocalista do grupo Pizzicato Five, justo um pouco antes da
banda assinar com o selo americano MATADOR, e foi quando a banda estourou.

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Uma coisa curiosa sobre este compacto, como podemos supor mesmo sem
saber ler japonês é que a faixa principal foi trilha de um comercial aparentemente
de perfume ou algo semelhante.
Fiquei super surpreso de saber que esta maravilhosa cópia que pertence ao Yupo
não é um relançamento e sim o lançamento original, o que é raríssimo mesmo
no Japão, onde foi comprado, dado o seu estado impecável de conservação.
O precioso cuidado que os japoneses tem com seus discos.

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sideA

sideB

Agradeçam todos ao grande Mestre por esta incrível oportunidade de serem menos
ignorantes.

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Post com a colaboração do Mestre Yupo

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ANVIL FX LIVE - A CASA DOS MIL ANDARES

brocflyer

Fui convidado pelo Gui Barrela para fazer um show
junto com o camarada PANETONE num evento da
Peligro chamado PELIGRO APRESENTA.
Quando eu soube que o esquema funcionaria com
20 minutos de cada um solo e mais 20 minutos de
parceria no palco, me deu vontade de me divertir
com o meu tempo.
Resolvi inventar um show conceitual que no fundo
é uma grande diversão aos moldes dos anos 70.
Como eu vou estar cercado pelos meus sintetizadores
vintage analógicos, resolvi incrementar convidando
mais dois amigos e fazer um show ao vivão com
tudo tocado e mais um monte de instrumentos
exóticos que tenho.
Os amigos são:
CARLOS GADELHA, compositor e guitarrista da banda
"Jardim das Horas"
DIEGO CARTIER, baterista e fanático por música
produzida nos anos 60 e 70.
O instrumental será aproximadamente:
1 Theremin
3 MOOGS
1 Santur
2 Violões acusticos
1 bateria
1 tambor xamânico
2 samplers
1 guitarra
e um jogo de taças de cristal

A nossa viagem se inspira num livro muito interessante
que recomendo à todos:
"A CASA DOS MIL ANDARES".
É considerado um livro surrealista escrito na década de 20
por um artista Tcheco chamado JAN WEISS.
Ao que me consta, existe apenas uma edição em português
mesmo assim de portugal, traduzido por Ernesto Sampaio e
editado pela Editorial Estampa.
Minha cópia foi impressa em Lisboa em abril de 1971.
A história conta sobre um homem que acorda, após um sonho
bizarro, deitado numa escadaria gigantesca coberta por um
tapete vermelho, sem saber onde estava, sem saber onde
daria aquela gigantesca escadaria.
Sem saber se subiria ou desceria.
Sem saber seu nome, sua vida e nem sequer como era a sua
própria aparência.
Com o tempo, revirando os próprios bolsos descobre que seu
nome é Pierre Brok e é um detetive com a missão de salvar
uma princesa aprisionada dentro daquele monstruoso
edificil onde cada andar equivale à uma cidade e é controlado
por uma figura misteriosa chama MULLER.
Detalhe, Pierre Brok descobre ser para os olhos alheios,
totalmente invisível...
Adoro livros surrealistas, hehehehe

Musicalmente, estaremos buscando nesses 20 minutos construir
diferentes climas absurdos e contrastantes, cuja emoção
provem da imaginação evocada pelo livro.

Gostaria de ver os amigos lá, afinal dá um puta trampo fazer
isso tudo.

A arte foi criada pela minha querida Adriana Peliano.

domingo, 4 de outubro de 2009

MUNDO 7 POLEGADAS DE PB - Brasil - 2009

setepolegadasfolder

Vejam vocês o nível que chegou a minha obsessão por discos...
Agora estou revirando os lixos de São Paulo para encontrar "Pérolas".
Bem... pérolas também seria um exagero dizer, né?
Músicas divertidas, suficientemente ofensivas às vezes.
Nesse sábado fui visitar aquela loja que todo mundo conhece por
tratar seus discos como tratam seus funcionários, ou seja, como LIXO.
Munido de meu toca-disco portátil, fiquei pacientemente ouvindo
uma mísera caixa de compactos que a loja guarda no chão e que
acabam mofando ou grudando com a umidade da água que eles jogam
no chão à cada 2 anos...
Felizmente estava de fone de ouvido, porque, pra variar, o funcionário
estava esculachando o subalterno com toda sua fúria e a música na
orelha me poupava um pouco do baixo astral...
Curioso foi quando localizei alguns discos absolutamente impraticáveis
de se ouvir e os entreguei ao funcionário dizendo:
acho que estes aqui podem ir pro lixo, né?
no que ele respondeu:
"no lixo eu não digo... vou passar pro meu chefe pra ele decidir"
COMO ASSIM? A merda dos discos estão quebrados!!!!!
Vai fazer o quê com aquilo???????? huahauhauahua

Um dos primeiro que encontrei que me interessou foi de Moog!
Sim, isso mesmo, encontrei até disco de Moog.
Disco de Moog quinto escalão, mas...

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01 - Bullfrog Legs (la rana)/Cash & Carry
Grupo belga de quinta categoria!
Começou bem!!!!

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Seguindo... algo bem ofensivo...

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02 - Birdie Num Num/The Entertainers

Essa banda cafona faz uma referência ao personagem
Indu interpretado por Peter Sellers no filme "Um Convidado
Bem Trapalhão".
Aqui um idiota fica imitando a imitação impagável de Sellers
dizendo "Birdie Num Num... Birdie Num Num..." pffffffff
Me convenceu na hora à comprar!

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03 - Swing is The Thing/The Deep River Quartet

Esse compacto pra mim foi um grande achado porque
eu adoro Swing e esse disco é bem bacaninha.

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04 - Ma-Ma-Du/Les Chakachas

A capa desse chamou a atenção!
Música latina é sempre bem vinda dessa época.

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05 - La Mula/Rudy Rickson

Esse combina demais com as bobagens que eu adoro.
Swing com cantor italiano machista no melhor estilo
de Fred Buscaglioni. Sensacional!!!!

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06 - Papa Bully/Love Collection starring Jean Sharon

Sente o nível das bruacas da capa!
Mas a faixa que selecionei é um Electro Disco bem legal.
Valeu à pena revirar o lixo.

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07 - Favoritten-Spiritual/Herr Inspekta Singens Was

Também curto esse estilo de canção alemã.
Algo me diz que se trata de música humorística.
Tinha um monte deles lá. Alguns apenas falado.
A capa desse eu acho realmente linda!

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08 - Capital Tropical/Two Man Sound

Disco picareta Mexicana é seeempre bem vinda!!!!!

11

09 - La Notte É Piccola/Le Gemelle Kessler

Louge Italiano, ou cantado em italiano também
é sempre Hit em potencial na minha coleção.
O figurino dessas aí é sensacional!!!!!

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10 - Yoshua/Aric Lavie

Essa música realmente eu adorei!
O fato de ser cantada em Hebraico torna ela
ainda mais sensacional!!!!!!

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Para encerrar eu coloquei outro compacto
da banda de quinta categoria que utiliza Moog
para parecer descoladinha nos anos 70,

11 - Who Needs Money?/Cash & Carry
12 - Tchip Tchip/Cash & Carry
13 - Buena Mooga/Cash & Carry

Como sou um fã invertebrado de Moogs
completei a coletânea todas as faixas que descolei
no gênero neste lote.

agora, você deve estar achando que eu paguei uma
bagatela por tudo isso, né?
Nada! Se tem algo que essa loja sabe fazer é cobrar.
10 Real cada compacto.
E veja você o nível de porcaria que são.
Interessam muito mas é a gente retardada como nós.
Bom, eles estavam lá, iam apodrecer e o idiota aqui
foi lá dar uma sobre-vida à eles hahahahaha.

cate o lixo aqui

RADIO SAFARI - programa Nº 1 - gravado em 02/10/09

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Está no AR o primeiro Poscast RADIO SAFARI!
Seguindo o espírito deste blog que vocês já conhecem,
o Podcast é uma oportunidade de encontrar pessoalmente
com os amigos e fãs dessa palhaçada que aprontamos aqui.
Um jeito de tornar mais social e divertida o ato de garimpar
discos e música obscura, brega ou simplesmente legal.
No comando: PB (eu mesmo) e Tatá Aeroplano.
Ouçam abaixo:

RADIO SAFARI numero 01 by PB - anvil FX

Este primeiro programa gravado aconteceu no
espaço + SOMA em São Paulo na festa das amigas
do blog MINAS DE OURO.

hhmeninasdeouro-1-1

Já deu pra perceber que não será um podcast muito educativo
ou de precisa transmissão de informação.
Será sempre um grande esculacho! (adoro essa palavra! Bem carioca:
SCHCULASCHO).

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Teka Paes de Carvalho, Nina Becker, Regina Strumpf, Adriana Cymes,
Gisela Gueiros, Clarice Reichstul, Ana Strumpf e Dani de Lamare


Esse programa foi cheio de muitas piadas internas e fruto das
bobeiras que rolavam lá na hora.
Um dos melhores momentos sem dúvida foi quando toquei pra encerrar
o tema dos Smurfs, que originalmente e em alguns países até hoje
são conhecidos como "LES SCHTROUMPFS" e duas de nossas amigas
Minas de Ouro tem um sobrenome que é algo bem próximo:
Regina e Aninha STRUMPF (Mãe e Filha).
Claro que eu não iria perdoar isso, hehehehe

les_schtroumpfs

Gravar um podcast ao vivo dentro de uma festa é algo que pode dar
muito errado. No meu aniversário nos tentamos gravar o Nº Zero,
mas simplesmente deu tudo errado tecnicamente, embora o astral
da festa estivesse altíssimo, com muito mais pessoas próximas
à mim e num lugar muito mais fantástico e acolhedor, que foi o
Bar Drosóphyla da querida Lili e do Tom!
A idéia é tentar continuar o projeto exclusivamente lá, apenas
precisamos de condições técnicas mais adequadas.

Aos poucos tudo irá ficar mais bem estruturado e com uma
cara mais definida.
Espero que você também se divirta ouvindo agora e que possa
estar presente nos próximos que serão divulgados aqui.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Clássicos da Fronteira Vol.1 por Marco Gaspari

classicos2

Bom, uma vez convidado para colaborar neste conceituado blog,
quero começar em grande estilo: puxando o saco do blogueiro.
Para isso selecionei três curiosidades eletrônicas (som eletrônico
cabeça, me parece, é a praia do PB). Mas se você, caro leitor ouvinte,
não é muito chegado nos fiummm... bóing... pumpum... pumpum...
típicos do gênero, fique tranqüilo que todos os sons têm um pezinho no rock.
Como não são álbuns muito fáceis de achar nem mesmo em CD, tente
compreender que os eventuais fiummm... bóing... pumpum... pumpum...
alheios à música são de inteira responsabilidade do vinil.

EN EL OMBLIGO DE LA LUNA – MUSICA DE AUTOREFLEXION
LUIS PEREZ

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Prepare seus ouvidos para o desconhecido: sons de instrumentos
pré-colombianos originários das mais variadas regiões do México
mesclados a toda uma parafernália sonora pós-chapoliniana
(câmaras de eco, frequency analyser, phase shifter, shin-ei, gong, guitarra,
baixo elétrico...).

O compositor, arranjador e único músico desta belezinha chama-se
Luis Perez Ixoneztli.
Ele nasceu em 1951 na Cidade do México e passou uma vida estudando as
tradições musicais dos grupos étnicos mexicanos.

Em 1977 juntou-se a Julio Estrada na formação do Grupo Experimental
Mexicano, que tinha como marca registrada dar um tratamento eletrônico
ao uso de instrumentos autóctones. Algo como música experimental + rock
+ antropologia sonora.

A primeira edição do seu disco solo Ipan in Xiktli Meztli
(é o nome desse álbum no idioma náhuatl) foi lançada em 1981 e bancada
pelo governo federal, com uma capa muito bonita e uma arte bem bacaninha
tomando todo o miolo. Mas como acontece com todos os governos, eles mais
prejudicaram do que ajudaram Luiz Perez. O disco não chegou às lojas e virou
presentinho para os amigos. Perez então foi obrigado a providenciar uma nova
edição (a que ilustra este texto) e aí sim teve o reconhecimento que merece.

No encarte do disco aparece a etimologia da palavra México:

Metztli = Lua
Xiktli = Umbigo
Ko = indicativo de lugar

Dei uma resumida na explicação de Perez: metaforicamente México quer dizer
“no umbigo da lua” ou “no centro do lago da lua”, pois o contorno dos antigos
lagos que formavam a bacia fluvial mexicana tinha a forma de um coelho,
semelhante à silhueta formada pelas manchas lunares vistas da Terra.
E como a grande cidade de Tenochtitlan ficava no centro desses lagos,
simbolicamente ela estava localizada no umbigo do coelho lunar.

Coisas do México mágico, antes do homem branco estragar a festa.

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LÁCTEA
TÓ NETO

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Este disco tem uma grande virtude: é um pioneiro.

Ele é considerado o primeiro disco de música eletrônica a ser gravado em Portugal.
E olha que o cara nem patrício era e sim angolano, nascido na capital Luanda em 1951.

António Eduardo Benedy Neto era filho de pai engenheiro e cientista chegado
a pesquisas nas áreas de informática e música eletrônica. Dá para imaginar
então que os sintetizadores do pai já estavam entre os primeiros brinquedinhos
do pirralho Tó Neto.

Em 1973, aos 22 anos, muda-se para Portugal e dez anos depois lança seu
disco de estréia: Láctea, em pleno boom do rock português.
A foto da capa foi feita no Planetário Calouste Gulbenkian,
onde a obra foi apresentada ao vivo pela primeira vez.

toneto

O que se ouve neste disco é uma mistura de passado e futuro.
O futuro é representado pelos aparelhos eletrônicos que o artista
domina com maestria, e o passado pela rica presença, até mesmo sentimental,
de sua herança rítmica africana.

Esta viagem pela Via Láctea, apesar de vibrante e bastante influenciada pelo
rock progressivo dos anos 70, soa um tanto datada aos ouvidos deste nosso novo século.

Mas como eu gosto bastante dessas coisinhas curiosas, direi com toda a
pompa que se trata de um futurismo retro. Seja lá o que isso quer dizer, ora pois.

baixe aqui


LA BUSQUEDA – SINFONIA LATINA EM ROCK...
FRANCISCO ZUMAQUÉ

busquefolder

No seu blog no myspace, Francisco Zumaqué se auto define como um músico de
raízes camponesas e populares. Mas não se iluda com a modéstia deste sexagenário
senhor (nasceu na cidade de Córdoba, na Colômbia, em 1945).
Na realidade se eu fosse enumerar aqui todo o seu currículo e discografia,
o PB teria que pedir espaço emprestado a algum blog amigo.

Vou resumir dizendo apenas que ele está entre os 100 colombianos mais
importantes do século passado.

Com relação à música eletrônica, Zumaqué estudou eletroacústica com os
mestres Pierre Schaeffer e Guy Reibel no Groupe de Recherches Musicales (GRM) de Paris,
além de composição rítmica com Olivier Messiaen e direção de orquestra com Igor Markevich.

Esse disco chamado “La Búsqueda” foi composto para uma peça de teatro, uma
adaptação do livro homônimo de Alfonso Lara Castilla encenada no México em 1982.

busqueda

Como o conteúdo do livro caminha entre o esoterismo e a auto-ajuda,
a música composta por Zumaqué sugere algo espiritual e relaxante.
Porém, não se iluda novamente porque vez por outra tudo descamba para o rock.

baixe aqui

marco
Marco Gaspari é dono da loja Mister Sebo e é tão usado quanto os artigos que vende.
Também escreve para a revista poeiraZine.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

anvil FX - Objeto Interno Quebrado - Brasil - 2009

anvilfx

Objeto Interno Quebrado é o meu novo trabalho.
Pode parecer uma inovação para eu trabalhar com
harmonias tradicionais e instrumentos acústicos.
Quem me conhece melhor sabe que isso são as
minhas raízes como músico.
Claro, o bom músico de linguagem eletrônica
precisa saber bem como funciona o oposto do que
ele produz.
Eu sinto muita semelhança entre este disco novo com
outro que lancei em 1995, o Imperfection do Silverblood,
que também pode ser downlodado neste blog.
Uma farta utilização da mistura de música com sons
concretos fazem a semelhança ser ainda mais evidente.
Talvez a diferença maior seja que este foi tão
profundamente fundamentado na tristeza.
De fato foi feito numa época em que eu me encontrava
em frangalhos. Normal no percurso de qualquer
ser humano com 43 anos.
Claro, uma hora a porta bate em sua cara e seu mundo
desaba, e não é nada bonito.
Uma profunda melancolia nas harmonias e melodias
seguidas por uma repetição angustiante e obcessiva.
Pode até ser confundido como algo bonito...
A capa foi feita especialmente para este trabalho pelo
grande amigo e artista Roberto Bellini, um antigo fã
de Silverblood.
As faixas também não possuem nome.
Eu tentei nomeá-las mas descobrí que não valia à pena.
São conhecidas por:
Tr.01
Tr.02
Tr.03
Tr.04
Tr.05
Tr.06
Tr.07
Tr.08
Fique à vontade para dar sua opinião.

download

terça-feira, 22 de setembro de 2009

The Glass Orchestra - The Glass Orchestra - Canadá - !978

theglassfolder

Formado por Paul Hodge, John Kuipers, V. Eric Cadesby, Miguel Frasconi,
e Marvin Green, este grupo canadense se propunha a tocar música usando
apenas objetos e instrumentos feitos de vidro.
Todas as formas possíveis de extrair sons em vidro são utilizadas:
fazer taças de cristal vibrar, soprar garrafas, percutir e algo mais que não dá
pra saber apenas ouvindo. Até uma flauta de vidro foi tocada.
O resultado é mais abstrato e não apela para melodias conhecidas ou as
velhas virtuoses circences de tocar Mozart em taças de cristal.
O objetivo é criar ambientes sonoros e paisagens oníricas de um mundo
de vidro nunca imaginado.
Minha cópia foi trazida dos Estados Unidos recentemente e com certeza
trabalhou como objeto de divulgação em algum, ou alguns centros culturais
americanos, pois, como todos podem ver, tem um cartão de contato
do músico Paul Hodge colado na capa. O cartão também nos revela que
o grupo pertencia a uma galeria chamada MUSIC GALLERY.
Este foi o primeiro disco do grupo, gravado em 1977 e lançado em 78.
Depois disso ainda gravaram:
Tales from Siliconesia (1980) EP
Human (1988) CD
Live from the Archives Vol I and II (2007) CD
Mas se deram muito bem quando uma de suas faixas foi utilizada na
trilha do filme Hollywoodiano "GAROTA INTERROMPIDA".
Tem nada melhor pra fazer um bom troquinho!!!!

Glass-Orchestra
As faixas não possuem títulos e tudo me leva a crer que se tratava de um
projeto de improvisação musical.

ouça aqui

domingo, 20 de setembro de 2009

Os Ovonautas - Compacto - Brasil - 1979

ovonautas folder

Frevo psicodélico espacial para crianças?
O início da primeira faixa realmente impressiona.
Logo a faixa toma uma forma tradicional de música
ruim feita pra criança no Brasil.
Mas que é bizarro é!
Quem foram esses malditos personagens que não
conheci mas já os odeio com todas as minhas forças?
Tudo parece um grande fruto de uma mente conturbada.

ovonautas back

O fato é que, quando vi esse disquinho na loja
não pensei 2 vezes em pegá-lo.
Esse é o tipo de coisa que os picaretas do mundo
do vinil chamariam de "psicodélico" para valorizá-lo.
Pura bobagem, mas que o instrumental é bem interessante
isso realmente é, apesar das músicas serem bem fracas.

ovonautas A

ovonautas B

Bem, mais uma deliciosa pérola para vocês não
acharem que esse blog só tem coisa boa.

ouça aqui

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

RRR 500 - anvil FX RRRemix 13.13.13.13.13 - Brasil/USA - 1998/2009

RRRcaparemix

Este é um trabalho de desconstrução, ou talvez re-construção baseado
num dos discos mais bizarros e bacanas que possuo em vinil, o RRR500.
Deixe-me explicar...
O material que eu aqui disponibilizo são remixes que eu mesmo produzi
e não o material original. Mas por que eu faria isso?
Vontade de aparecer?
Não...
Para que tudo se esclareça preciso falar antes do original.

RRRfolder

Numa das idas de Yupo ao Japão ele me consegue esse LP obra de arte,
serie limitada de 500 cópias em estado impecável que é uma coletânea
do selo underground, até então para mim totalmente desconhecido
o RRRecords.
Este selo americano é conhecido por apenas lançar trabalhos radicais
que incluem experimentações com o próprio suporte de reprodução.
O número 500 do título se refere à participação de 500 artistas envolvidos
com o selo ou apenas amigos ou gente que eles admiram na música.
São 250 artistas de cada lado, um loop de cada um.
Só que é impossível de ouvir este disco porque os loops são fechados.
Ao colocar a agulha no disco ela não sai do ponto em que você escolhe.
Os sulcos dos disco são anéis concêntricos e não uma espiral que leva
a agulha para o centro passando por todos os tracks como de costume.
Logo, você pode ficar colocando a agulha aleatoriamente e ouvindo
alguns loops mas nunca ouvir todos pois seria necessário uma precisão
cirúrgica para acertar todos os 250 sulcos de cada lado.
Anti-disco para Anti-música.
Uma maravilhosa pérola para se ter numa coleção.
Um vinil objeto de arte.
Me fascinou tanto a idéia que arrumei uma maneira de ouvi-lo.
Utilizando apenas meu toca disco conectado ao processador de efeito
de manipulação em tempo real da KORG, o KAOS PAD, fiz em casa
uma performance e gravei 6 tracks com aproximadamente 13 minutos cada.
Fiz o meu próprio disco de anti-música à partir do LP coletânea.
Ao meu entender é uma homenagem à RRR produzir esse remix conceitual
para trabalhos conceituais e a atitude conceitual do próprio selo.

Não sei precisar quanto tempo de atividade eles tiveram ou se ainda
estão em atividade, mas pelo que me lembro das palavras do MESTRE YUPO.
acredito que começaram no fim dos anos 70 ou início dos 80.
Abaixo o catálogo que data de 1998.

RRRcatalogA

RRRcatalogC

RRRcatalogB

Agora a relação de todos os artistas contidos no disco.
Impossível saber quais deles existem no meu remix...

RRRLIST01

RRRLIST02

RRRLIST03

RRRLIST04

Lembrando que meu trabalho foi feito todo em tempo real sem nenhuma
utilização posterior de computador.

Quem quiser se arriscar em entrar em contato com eles:

RRRMARC

Anti-disco Anti-música Anti-Remix
BAIXAR JÁ
 
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